Qual é o remédio para o excesso de tempo que você passa dependurado no seu celular?, vendo mais e mais vídeos nas redes sociais e se sentindo inútil?
De acordo com uma empresa de Nova York, é usar um telefone completamente burro.
Lançado em 2017, o primeiro modelo do Light Phone só podia fazer ligações. E foi um sucesso. Só que o mundo mudou muito desde que os smartphones foram criados em 2007. E essa onda de saudosismo parece não sobreviver à realidade.
Este mês, a nova versão chega ao mercado americano, o Light Phone III. E já não é tão burro assim, pois além de tirar fotos, manda mensagens, mostra uns mapas com cara de Waze pré-histórico e permite ouvir músicas e podcasts. Tudo vem já instalado, pois a empresa não tem loja de aplicativos. O mais interessante é ler o fundador dizendo que eles estão sempre pesquisando os consumidores para agregar novos recursos. Minha sugestão? Já olha o que o iPhone tem.
Esse tipo de aparelho procura resolver aquilo que parece ser o mal do século, o emburrecimento por uso excessivo de celular. Até uma nova expressão foi considerada a palavra do ano em 2024, pelo dicionário Oxford: “Brain Rot”, algo tipo assim “Apodrecimento Cerebral”. Sua sensação de que está cada vez mais difícil ler um texto longo, um livro, não é só seu. Filme de duas horas? Só com muita ação… isso tudo já foi diagnosticado como consequência das pequenas telinhas. Empresas como Netflix mudaram o jeito de produzir suas séries. O Light Phone é o outro tipo de solução, a volta ao passado.
A grande questão é que o smartphone está em tudo, agora. Seu banco, o aplicativo de delivery, o de táxis, o crachá da empresa e, principalmente, o Whatsapp. Como voltar a rolha pra garrafa?
Talvez a solução seja tirar as Redes Sociais e qualquer outra distração do celular. Ou assumir que, como raça, a gente mudou e não tem mais volta. Estou tentando ler Mobi Dick, o livro original. São quase 800 páginas, de uma linguagem de 1851. Tem um ano e mal cheguei no meio. Será que tenho que me sentir mais burro? Ou entender que o mundo mudou?
De todo jeito, se formos considerar o preço, é muito dinheiro. Seiscentos dólares ou quase três mil reais. Será que é melhor deixar como está? Pelo menos o bolso agradece...

Separar as imagens das marcas, escolher o tubarão, colocar uma marca sumindo dentro da boca do animal. Foi mais tempo fazendo o card do que escrevendo. Até aí, nenhum problema. Como desenhista frustado que sou, esse tempo diário é uma diversão para mim.
Só que, logo após publicar, me lembrei da IA. Pensei: quanto demoraria e qual seria o resultado final? Joguei tudo no Nano Banana, do Google, fiz o prompt e, em menos de 10 minutos tinha uma figura muito melhor. Só consegui me sentir frustrado por não ter pensado nisso antes. O resultado das duas experiências você vê na imagem deste post.
Abro a internet e descubro a nova campanha do Canva. Falando da facilidade de se fazer tudo o que é relativo à imagem corporativa e propaganda com a ferramenta. Estrelando Agostinho Carrara, aquele motorista de táxi "ixperto" da série A Grande Família.
Comparado com o Graciovo, a nova ideia é menos explosiva. Mas mostra melhor tudo que Canva faz. São mais de quatro minutos de um vídeo demonstrativo, que quase beira o cansaço, mas que o personagem salva. E o principal: renova o caminho criativo da empresa.
O resultado da minha experiência me deixou fascinado. O tempo que posso economizar com a IA é incrível. Mas me traz uma pergunta fundamental.
Como ficará a criatividade, a partir do momento que poderemos ter soluções cada vez mais iguais, devido ao uso de uma mesma "cabeça pensante", a da Inteligência Artificial? Lógico que isso dependerá do prompt, aquele comando que você dá pra IA. Mas as soluções que vemos hoje ainda pasteurizam os pedidos.
Talvez seja essa a resposta: o ser humano por trás do pedido. Se for um Agostinho, o resultado será de baixo gosto, como é o personagem. Se for um Picasso, é bem provável que a pessoa tire o melhor que a IA pode oferecer.
No final, a IA não deixa de ser uma ferramenta na mão das pessoas. Paulo Coelho não se tornou o maior escritor brasileiro somente porque usava um computador melhor.

A compra ainda vai passar pelo Cade, que pode exigir o fechamento de uma ou outra loja em Belo Horizonte, mas que deve ser aprovada. Começo do ano passado, o tubarão tinha engolido a Bretas, comprada da chilena Cencosud. Somente nestes dois anos, foram quase trezentas lojas, dobrando o número de pontos de vendas.
O BH chega a fenomenais 34 bilhões de reais de faturamento. Ainda falta um 'tiquim' pra chegar no Grupo Mateus, que em 2025 faturou 43,5 bi. Mas mostra que o apetite está grande. Se até agora era uma convivência pacífica, com cada uma no seu território, a coisa deve mudar. As duas passam a se chocar no nordeste, território do Mateus e que agora o BH entra, via EPA.
Apesar de toda a grandeza dos números, o que me impactou na notícia foi a venda do EPA. Sou mineiro e cresci vendo os comerciais da rede que, nos anos de 1970 e 1980, dominava BH. A empresa era de uma velocidade incrível e, no final da primeira versão da novela Vale Tudo, chegou a colocar no ar uma propaganda em que perguntava "quem matou Odete Roitman?" pra ela mesmo responder "Foram os preços baixos do EPA!" Virou meme e todo mundo repetia isso nas ruas.
Epa foi fundado em 1950, o BH em 1996. Em 30 anos, o novo dono da coisa toda saiu do zero e ganhou mais do que o dobro de tamanho da rede que foi adquirida. E isso é o que me impressiona. Fico imaginando os gerentes do Epa conversando quando, pela primeira vez, um deles citou o concorrente. "Nossa! Abriu um novo supermercado perto da minha loja que está incomodando..." Alguém deve ter respondido: "Preocupa não, daqui a pouco fecha. Afinal somos maiores e mais fortes!"
Não tem fórmula mágica. Todo dia, você precisa acordar e começar a nadar, desesperadamente. Porque, se não, vem um tubarão e lhe engole inteiro...

A SUBA, agência de Marketing de Influência, fez um estudo sobre o torcedor de futebol e encontrou coisas que você está cansado de saber, mas nunca parou pra pensar profundamente: os torcedores de futebol são diferentes. Apesar da obviedade da informação, os resultados apontam detalhes nos tipos de torcedores que só mesmo pesquisando pra descobrir.
A agência separou o Brasil por regiões. E analisou mais de 5.700 vídeos no TikTok, colocando as IA's pra olhar o padrão de comportamento, linguagem e consumo do tema. Os perfis se diferenciaram, como seria de se esperar.
Desde o nordestino, que é técnico, ao sulista, que exala rivalidade, cada região tem um comportamento diverso. A grande questão é quando usar ou não essa diferenciação a favor da marca.
Extrapolando a pesquisa, podemos pensar que o torcedor de cada país tem um comportamento próprio. Isso não impede de grandes marcas, como Budweiser ou Nike, de produzirem grandes campanhas que unam todas as pessoas num mesmo sentimento. Mas serve de alerta para outras, como Itaú ou Vivo, para que usem essa informação para aumentar o resultado de suas mensagens localmente.
Ao mesmo tempo, minha ESPM realiza uma pesquisa e descobre que 10% dos brasileiros nem pensam em torcer somente pra Seleção Canarinha na Copa do Mundo. E quanto mais decepcionado com o time, menor a fidelidade. Numa escala de 1 a 10, 57% dos torcedores que dão nota abaixo de 4 deixaram de ser fanáticos. Até porque 65% sentem menos emoção hoje em dia do que no passado, talvez consequência de um time de figuras pouco conhecidas. Somente um em cada três pesquisados identifica os nomes convocados.
Copa chegando e o sentimento de nacionalismo não está crescendo, apesar do esforço das empresas que patrocinam o evento. Considerando as pesquisas, ou o consumidor mudou ou mudou a Seleção.
De todo jeito, só tenho uma coisa a dizer: "Vai, Braza!"

Como disse, falta confirmação da Fenabrave, mas mesmo que seja a número um em Varejo, esses dados não consideram as vendas diretas feitas nas lojas. Ou seja, ela chegou ao primeiro lugar de uma parte da história. Falta muito ainda.
Nisso, me lembrei do comercial que nós, na Fiat, fizemos para comemorar o primeiro ano na posição mais alta do pódio. Era janeiro de 2002 e a liderança total, em veículos e comerciais leves, passou a ser da italiana, derrubando um reinado de 42 anos da Volkswagen. A discussão, naquele ano, foi acalorada, pois a alemã divulgou seu número como maior, somando as vendas da Audi. As duas ficaram debatendo qual era o critério para se declarar vencedora até o final do ano, quando a diferença a favor dos italianos aumentou tanto que ficou impossível negar quem estava na frente.
O posto de mais vendido mudou pra Chevrolet, voltou pra Fiat e agora é ameaçado tanto pela VW quanto pela BYD, nas vendas varejo. A alemã vem ciscando essa posição desde março do ano passado, atualmente está à frente da italiana, no acumulado, e nem por isso sai por aí gritando aos quatro cantos sua superioridade.
Toda essa movimentação me lembra um certo empresário que sempre conseguia provar que sua empresa era líder, mesmo não sendo. Era um tal de ser "a primeira em vendas de carros com motores de três válvulas e meia, entre meia noite e uma da manhã". Era até engraçado, pois gerava pauta na imprensa.
Liderança mesmo é isso. Até os marcianos reconhecem...