Dois anos e um mês depois de entrar nessa camisa de força, onde cada passo seu é observado pela justiça. Três anos depois que as Inconsistências Contábeis foram reveladas. Se não for um recorde, deve estar perto disso, já que, por lei, o prazo mínimo são dois anos.
Quem visita uma das lojas físicas percebe que a varejista está melhor de saúde. As gôndolas vazias diminuíram, a variedade de produtos aumentou. E agora, nas vésperas da Páscoa, os ovos voltaram com força. O trabalho do novo presidente vem aparecendo, mesmo que o número de lojas tenha diminuído de 1.707 para as atuais 1449. E caindo...
Mas o que não se vê é o desmoronamento da versão online da empresa. Em 2022, primeiro ano da fusão Americanas/B2W, o faturamento combinado foi de quase R$ 26 bilhões. Em 2025, R$ 12,3 bi. Menos da metade. E as vendas online, que eram 48% das vendas, hoje respondem por meros 6%. A rede de lojas físicas está quase toda aí, quem foi sacrificada foi a sua versão digital.
Vender por ecommerce é caro. Ainda mais quando se tinha três marketplaces. Lembra? Além de Americanas.com, existia o hashtag#Submarino e o Shoptour. Hoje, você tecla esses nomes e vai tudo pro mesmo endereço. E as entregas em até três horas, que já foram orgulhosamente divulgadas como sendo 35% de tudo que eles vendiam, como cantaria Evandro Mesquita, fugiu, desapareceu, escafedeu-se...
O rombo deixado pela escândalo talvez seja o maior caso de corrupção privada que Terra Brasilis já teve. Os executivos já foram indiciados e agora é confiar na justiça. Que tem demonstrado que está a fim de passar a limpo a questão.
Na venda da Unico, que era uma das empresas que Americanas colocou à venda, a juíza tirou uma das candidatas que entregou a proposta em envelope aberto. Na explicação do seu ato, ela lembrou que a regra não era uma mera formalidade estética, mas o jeito de evitar que qualquer espertinho trocasse a oferta de última hora...
Se todos fossem iguais a você, que maravilha viver... É... hoje estou musical...

Chega oficialmente, em maio, a minigeladeira da Zuru, uma empresa da Nova Zelândia especializada em diminuir o mundo, mas continuar cobrando como se nada tivesse acontecido.
A Mini Brands Fill the Fridge mal foi lançada, no meio do ano passado, e virou febre nos Isteites. A geladeirinha, em si, não é tãããããão cara assim. Deve ser lançada, pela Candide, por R$ 400,00. Não é um brinquedo barato, mas custa menos do que a verdadeira, que você acha, em qualquer marketplace, a partir de R$ 1.300,00. O caro mesmo é encher as prateleiras.
Não que você compre como faz num supermercado. As miniaturas de refrigerantes, pizzas, queijos, ovos e tantas outras coisas vêm em bolas surpresas. Lembra do Kinder Ovo? Da L.O.L.? Você compra pela emoção de descobrir o que tirou... e descobre que já tinha. Tipo coleção de figurinhas. Pois é... O problema é que cada bola, que vem com oito "produtos", vai custar quase 300 pilas. Só essa geladeira aí na foto, pra encher, custaria próximo dos dois mil reais. Isso, sem contar as repetições, e os itens raros, como os ovos. A Gracyanne Barbosa já deve estar pensando em lançar o Mini Gracyovo...
Interessante é entender que a febre não atingiu só as crianças. Os adultos são um dos principais consumidores do Fill the Fridge, nessa tendência chamada Kidults. O corpo cresce, mas a vontade de ter brinquedos permanece. Tem até nome essa coisa de comprar pequenos objetos, de se dar pequenos prazeres: Small pleasures economy.
No fim, o que a gente percebe é que o jeito de se criar essas tendências segue um padrão muito claro. A empresa cria, produz, distribui o produto e gera o desejo através de três ou quatro grandes influenciadores. Joga um caminhão de dinheiro na mão deles e deixa que as Redes Sociais façam o resto do trabalho.
Labubu deu certo assim. A Mini Brands segue o mesmo padrão. Isso tudo deve servir pra gente aprender alguma coisa... Nem que seja que os preços dessas novidades nos faz descobrir que ganhamos minisalários.

Esse é um jeito de agradecer o carinho de cada um de vocês, que me acompanham diariamente no LinkedIn.
O livro reune 29 autores, todos ratos das Redes Sociais, e que discutem o que é esse fenômeno da influência, principalmente numa rede voltada para negócios. Melhor de tudo, não é um livro teórico, mas totalmente voltado a entender o que aconteceu com cada um de nós, de forma prática, a partir das experiências reais.
Se você não conseguir aguardar o sorteio, ou quiser encontrar com os autores, ao vivo, esteja convidado para a noite de autógrafos, dia 02, às 19hs, na Drummond Livraria, no Conjunto Nacional, na Paulista. Vai ser um prazer trocar um dedo de prosa com você.
Ah! Participe também do Esquenta de lançamento, uma série de bate papo com os autores, na tarde do dia 02.
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Confira a programação:
Além do Prompt: Como a IA está Redefinindo a Criatividade e a Conversão no Marketing
Sincronia de Alta Performance: O RH como Motor de Resultados do Time Comercial
Vozes que Representam: Indo Além do Discurso para uma Comunicação Verdadeiramente Inclusiva
A Vitrine do Talento: Construindo um Employer Branding Irresistível no LinkedIn

Dez dias rodando com a novidade da marca e me apaixonei. Fiquei pensando porque ando, no meu dia a dia, com um carro grande e pesado. O pequeno SUV da alemã é ágil e rápido. E isso encanta.
Tive que deixar meu preconceito de lado quando vi que o motor é espertinho. Ele não lembra nada os motores 1.0 dos carros populares, que não saiam do lugar. Nem os turbos do passado, que viviam dando saltos. Parece um motor muito maior. Talvez seja por isso que ele não tenha uma plaquinha na traseira falando do motor. Aliás, essa coisa de 1.0, 1.6, 1.8 foi criada exatamente pela VW, lá no Fusca. Com isso, ela jogou uma maldição no mundo do automóvel. Brasileiro olha 1.0 e já torce o nariz (inclusive eu).
Na Bandeirantes, ele foi de 120 a 160 num piscar de olhos. Quer dizer... poderia ter ido... 'Magina se vou ultrapassar o limite de velocidade da estrada! Detran, não me interprete mal, quis dizer o seguinte: "Se eu quisesse (e isso é só uma hipótese), daria pra acelerar de até 160 num piscar de olhos". Vira essa multa pra lá...
Mas o que mais me encantou foi o Waze nativo. Falar de espelhamento na tela do painel é diminuir o multimídia. Você não precisa sair com seu celular, nem colocá-lo à vista dos ladrões, quando está no Tera. Ele já vem com o mapa digital e o Spotify instalado de fábrica. Ligou, funcionou. Sem espelhamento, nem nada. Se tem em carro da concorrência não sei. Mas adorei sentir que meu iPhone estava longe dos amigos do alheio.
Tera já é o carro mais vendido da VW nas suas concessionárias. Internamente, só perde pro hashtag#Polo, por causa das vendas diretas. Quando se olha pro mercado, hoje é o quinto carro no geral, e quarto, se forem computadas somente as vendas nas lojas. Tem um esforcinho a mais ainda pra ser feito, pra entregar a promessa do Ciro Possobom dele ser o carro mais vendido do Brasil.
A briga promete mais rounds interessantes, nos próximos meses. Mas isso é mercado. Quando olho pra mim mesmo, sinto que vou sentir saudade do Tera. E me preocupar mais com o que o Detran pensa de mim...

Pior que ainda tem um vídeo, um gif animado, que, a esta altura do campeonato, não aparece em lugar nenhum (CLIQUE AQUI). Ou deletaram, ou é fake news...
Tudo, no lançamento da nova coleção de camisas da Seleção Brasileira, tem gerado polêmica. Desde o segundo uniforme, o azul, que tem a marca o AirJordan, até o novo grito que vamos ter que aprender a usar, o "Vai, Brasa!". Vejo, leio, escuto a reação das pessoas e fico sem saber se é tudo planejado ou a comunicação saiu fora de controle do que a empresa esperava.
Nâo sou muito fã de futebol pra saber se o que a designer da Nike falou é verdade. Ela afirmou, na coletiva de imprensa, que Vai, Brasa "...a gente escuta nos estádios, a gente escuta nas ruas". Na dúvida, já marquei uma consulta com um otorrino, pra cuidar da minha surdez.
A explicação é muito racional. A CBF está procurando atrair as novas gerações e, por conta disso, concordou com estampar, nos uniformes, o novo bordão. A pergunta é se a confederação terá dinheiro suficiente pra transformá-lo num grito de guerra. Precisaria despejar grana em todas as emissoras, tradicionais e online, que irão transmitir os jogos, para que os locutores passassem a usá-lo. Aí, talvez, tivesse sucesso.
E talvez economizar dinheiro seja a explicação para uma imagem tão tosca quanto a do canarinho. Repare que, além de ter três patas, os arames da gaiola terminam no ar, no meio do rosto do passarinho. Sem contar que o cadeado não tranca nada, pois só está preso à portinhola. É IA da pior qualidade possível. Quer dizer, não é culpa da IA. É de quem aprovou. Que, na pressa de entregar o trabalho, deve ter pensado: ninguém vai ver...
Sempre falo nas minhas palestras que se a gente não controlar cada detalhe da comunicação das nossas empresas, se deixarmos passar algo que parece irrelevante, não teremos jeito de saber o que poderá acontecer. De repente, ponto vira i. Ou, duas patas viram três. E a nossa mensagem fica toda distorcida.
Começou quente a busca do Hexa. Tomara que a taça venha, pra fazermos esquecer toda essa polêmica...
