Isso me surpreende, porque sempre achei que o melhor anunciante do Brasil fosse o banco laranja e azul. Tanto que, em sala de aula, coloco um slide somente com essas duas cores e os alunos reconhecem qual é a marca.
Agora, o bancão anuncia Ivete Sangalo como sua nova Cliente Propaganda. Como disse Selton Melo, um ano atrás, no primeiro comercial dessa série, "Garoto propaganda não! Cliente Propaganda, outro patamar..."
Veveta já fala, de cara, que tem relacionamento com o Bradesco há mais de 30 anos, num vídeo mal feito, gravado na vertical, como se estivesse conversando com seus fãs de dentro do camarim. E essa é outra coisa que gosto nessa campanha. A cara de que é tudo feito no improviso.
Bradesco vai patrocinar a nova turnê da cantora. Um negócio desse não se fecha de um dia para a noite. Então, teve tempo de ter comercial bem feito (que deve estrear ainda), mas anunciar a novidade, via Instagram, traz pra mais perto a informação. Ultrapassa o campo de influencer, pois não é só Ivete falando "Abra uma conta". É dizendo "Sou feliz com esse banco há muito tempo".
Único ponto a ser esclarecido é qual o público-alvo que Bradesco está perseguindo. Todos os movimentos que o vejo fazendo me fazem pensar que está se distanciando da imagem popular que sempre teve. A criação do Bradesco Principal, por exemplo, é uma tentativa de ganhar as ruas com uma divisão mais elitista, classuda, que o Prime. É querer encostar no Itaú Personnalité. As declarações do presidente, Marcelo Noronha, é outro ponto que reforça esse novo posicionamento. Só que Ivete Sangalo hoje é a maior figura popular do país. Povão mesmo. Pura pipoca.
Talvez seja a tática de uma no ferro, outra na ferradura. De todo jeito, estou aqui ansioso para a aula de marketing ao vivo que o Itaú deve dar, respondendo aos novos movimentos do seu concorrente. O Bichinho do Marketing que vive dentro de mim agradece.
O projeto da Droga Meli está sendo preparado há algum tempo, esperando a entrada neste mercado que é duas vezes mais lucrativo do que vender arroz e feijão.
A nova lei permite a instalação de farmácias dentro dos supermercados. Já seria uma mudança e tanto. Mas inclui a liberação de vendas por hmarketplace, ou seja, o mero pedido por um site e a entrega pelo motoboy. A minha sensação é de que tudo isso já acontecia. Talvez essa seja uma lei que somente regulariza aquilo que era prática no mercado. E que permite que as grandes redes entrem na briga com a farmácia da esquina.
Supermercados, juntos, faturaram 1 trilhão de reais em 2025. Farmácias, quase um quarto desse valor, R$ 246 bi. Isso significa 10% do PIB brasileiro e explica a guerra de bastidores que ocorreu pra aprovação da lei. Engraçado que vender remédio em supermercado pode, mas vender comida na farmácia não.
Lógico que a lei aprovada limita certos abusos. Não dá pra simplesmente pegar o remédio de venda controlada na gôndola, ao lado da embalagem de Omo. A farmácia do supermercado tem que ter uma área separada. Algo tipo assim a padaria, um cantinho com uma carinha um pouco diferente, que permita dizer que você não está no meio das verduras. Fora isso, um farmacêutico deve estar de plantão o tempo todo. E remédios de tarja devem ser entregues em embalagens lacradas, que só serão abertas no caixa.
Mas o importante aqui não são as restrições, mas as liberações. Os supermercados colocaram o pezinho na piscina das drogarias. Pra pularem de cabeça, agora, é só uma questão de tempo. Devemos ver muitos novos projetos como o do Assai, que prometeu abrir 25 farmácias já neste ano, e do Grupo Mateus, que teve sua joint venture com as Farmácias Toureiro aprovada pelo Cade semana passada.
Março termina com um começo de revolução no jeito como você irá comprar seu Ozempic ou Mounjaro a partir de agora. A emoção está iniciando.
Adoro essas aulas de marketing ao vivo!

Chega oficialmente, em maio, a minigeladeira da Zuru, uma empresa da Nova Zelândia especializada em diminuir o mundo, mas continuar cobrando como se nada tivesse acontecido.
A Mini Brands Fill the Fridge mal foi lançada, no meio do ano passado, e virou febre nos Isteites. A geladeirinha, em si, não é tãããããão cara assim. Deve ser lançada, pela Candide, por R$ 400,00. Não é um brinquedo barato, mas custa menos do que a verdadeira, que você acha, em qualquer marketplace, a partir de R$ 1.300,00. O caro mesmo é encher as prateleiras.
Não que você compre como faz num supermercado. As miniaturas de refrigerantes, pizzas, queijos, ovos e tantas outras coisas vêm em bolas surpresas. Lembra do Kinder Ovo? Da L.O.L.? Você compra pela emoção de descobrir o que tirou... e descobre que já tinha. Tipo coleção de figurinhas. Pois é... O problema é que cada bola, que vem com oito "produtos", vai custar quase 300 pilas. Só essa geladeira aí na foto, pra encher, custaria próximo dos dois mil reais. Isso, sem contar as repetições, e os itens raros, como os ovos. A Gracyanne Barbosa já deve estar pensando em lançar o Mini Gracyovo...
Interessante é entender que a febre não atingiu só as crianças. Os adultos são um dos principais consumidores do Fill the Fridge, nessa tendência chamada Kidults. O corpo cresce, mas a vontade de ter brinquedos permanece. Tem até nome essa coisa de comprar pequenos objetos, de se dar pequenos prazeres: Small pleasures economy.
No fim, o que a gente percebe é que o jeito de se criar essas tendências segue um padrão muito claro. A empresa cria, produz, distribui o produto e gera o desejo através de três ou quatro grandes influenciadores. Joga um caminhão de dinheiro na mão deles e deixa que as Redes Sociais façam o resto do trabalho.
Labubu deu certo assim. A Mini Brands segue o mesmo padrão. Isso tudo deve servir pra gente aprender alguma coisa... Nem que seja que os preços dessas novidades nos faz descobrir que ganhamos minisalários.

Esse é um jeito de agradecer o carinho de cada um de vocês, que me acompanham diariamente no LinkedIn.
O livro reune 29 autores, todos ratos das Redes Sociais, e que discutem o que é esse fenômeno da influência, principalmente numa rede voltada para negócios. Melhor de tudo, não é um livro teórico, mas totalmente voltado a entender o que aconteceu com cada um de nós, de forma prática, a partir das experiências reais.
Se você não conseguir aguardar o sorteio, ou quiser encontrar com os autores, ao vivo, esteja convidado para a noite de autógrafos, dia 02, às 19hs, na Drummond Livraria, no Conjunto Nacional, na Paulista. Vai ser um prazer trocar um dedo de prosa com você.
Ah! Participe também do Esquenta de lançamento, uma série de bate papo com os autores, na tarde do dia 02.
Clique aqui e se inscreva.
Confira a programação:
Além do Prompt: Como a IA está Redefinindo a Criatividade e a Conversão no Marketing
Sincronia de Alta Performance: O RH como Motor de Resultados do Time Comercial
Vozes que Representam: Indo Além do Discurso para uma Comunicação Verdadeiramente Inclusiva
A Vitrine do Talento: Construindo um Employer Branding Irresistível no LinkedIn

Dez dias rodando com a novidade da marca e me apaixonei. Fiquei pensando porque ando, no meu dia a dia, com um carro grande e pesado. O pequeno SUV da alemã é ágil e rápido. E isso encanta.
Tive que deixar meu preconceito de lado quando vi que o motor é espertinho. Ele não lembra nada os motores 1.0 dos carros populares, que não saiam do lugar. Nem os turbos do passado, que viviam dando saltos. Parece um motor muito maior. Talvez seja por isso que ele não tenha uma plaquinha na traseira falando do motor. Aliás, essa coisa de 1.0, 1.6, 1.8 foi criada exatamente pela VW, lá no Fusca. Com isso, ela jogou uma maldição no mundo do automóvel. Brasileiro olha 1.0 e já torce o nariz (inclusive eu).
Na Bandeirantes, ele foi de 120 a 160 num piscar de olhos. Quer dizer... poderia ter ido... 'Magina se vou ultrapassar o limite de velocidade da estrada! Detran, não me interprete mal, quis dizer o seguinte: "Se eu quisesse (e isso é só uma hipótese), daria pra acelerar de até 160 num piscar de olhos". Vira essa multa pra lá...
Mas o que mais me encantou foi o Waze nativo. Falar de espelhamento na tela do painel é diminuir o multimídia. Você não precisa sair com seu celular, nem colocá-lo à vista dos ladrões, quando está no Tera. Ele já vem com o mapa digital e o Spotify instalado de fábrica. Ligou, funcionou. Sem espelhamento, nem nada. Se tem em carro da concorrência não sei. Mas adorei sentir que meu iPhone estava longe dos amigos do alheio.
Tera já é o carro mais vendido da VW nas suas concessionárias. Internamente, só perde pro hashtag#Polo, por causa das vendas diretas. Quando se olha pro mercado, hoje é o quinto carro no geral, e quarto, se forem computadas somente as vendas nas lojas. Tem um esforcinho a mais ainda pra ser feito, pra entregar a promessa do Ciro Possobom dele ser o carro mais vendido do Brasil.
A briga promete mais rounds interessantes, nos próximos meses. Mas isso é mercado. Quando olho pra mim mesmo, sinto que vou sentir saudade do Tera. E me preocupar mais com o que o Detran pensa de mim...
