A maior novidade da Chevrolet neste ano não vai ser o relançamento do Sonic, agora anabolizado e transformado num SUV. É seu logo, que aproveitou o momento, tomou umas picadas de Ozempic, emagreceu e está sendo apresentado junto ao modelo, numa estréia mundial aqui, em Terra Brasilis.
Na imagem que criei, as duas versões têm a mesma altura. Dá pra perceber, claramente, que eles esticaram a marca. A aparência é de que ela é mais fina. Aproveitaram e mexeram também na fonte, que está mais espaçada. Os "E's" que antigamente colavam nas letras ao seu lado, agora flutuam soltas. Mas o mais importante: Nos automóveis e na comunicação, a cor dourada desaparece e é substituída pelo preto. Ficou mais sóbria, mais fácil de combinar com as diversas cores dos automóveis, mas menos nobre. É chique, mas perdeu a realeza.
A explicação dada é bizarra: Como os faróis e as grades dianteiras estão mais finos, faz sentido a marca ficar mais afinada também... Lógico que esse é meu jeito de enter as palavras do designer. O que me faz antecipar que daqui a uns 10 anos ou a marca engorda, ou some de vez... O logo, não a Chevrolet.
Na questão dos "E's", chama a atenção a separação do "E" do "V". Chevrolet andou brincando com as duas letras juntas, mudando sua cor de preto para azul, para sinalizar o futuro elétrico da montadora. Bastou o presidente dos cabelos de fogo falar que o futuro é fóssil pra cor ir embora. Mais ou menos assim: "temos todas as motorizações, sem preferência. O consumidor escolhe."
De toda forma, gosto da mudança, pois mantém a consistência. É uma evolução e seu antigo cliente não vai ficar confuso. Como sempre digo, essa é a característica mais importante quando se quer construir uma marca forte.
O carro e a marca chegam agora, em maio. Num mercado cheio de chineses em estado de choque, vai ser interessante acompanhar o que vai acontecer.
Adoro essas aulas de marketing ao vivo!

A SUBA, agência de Marketing de Influência, fez um estudo sobre o torcedor de futebol e encontrou coisas que você está cansado de saber, mas nunca parou pra pensar profundamente: os torcedores de futebol são diferentes. Apesar da obviedade da informação, os resultados apontam detalhes nos tipos de torcedores que só mesmo pesquisando pra descobrir.
A agência separou o Brasil por regiões. E analisou mais de 5.700 vídeos no TikTok, colocando as IA's pra olhar o padrão de comportamento, linguagem e consumo do tema. Os perfis se diferenciaram, como seria de se esperar.
Desde o nordestino, que é técnico, ao sulista, que exala rivalidade, cada região tem um comportamento diverso. A grande questão é quando usar ou não essa diferenciação a favor da marca.
Extrapolando a pesquisa, podemos pensar que o torcedor de cada país tem um comportamento próprio. Isso não impede de grandes marcas, como Budweiser ou Nike, de produzirem grandes campanhas que unam todas as pessoas num mesmo sentimento. Mas serve de alerta para outras, como Itaú ou Vivo, para que usem essa informação para aumentar o resultado de suas mensagens localmente.
Ao mesmo tempo, minha ESPM realiza uma pesquisa e descobre que 10% dos brasileiros nem pensam em torcer somente pra Seleção Canarinha na Copa do Mundo. E quanto mais decepcionado com o time, menor a fidelidade. Numa escala de 1 a 10, 57% dos torcedores que dão nota abaixo de 4 deixaram de ser fanáticos. Até porque 65% sentem menos emoção hoje em dia do que no passado, talvez consequência de um time de figuras pouco conhecidas. Somente um em cada três pesquisados identifica os nomes convocados.
Copa chegando e o sentimento de nacionalismo não está crescendo, apesar do esforço das empresas que patrocinam o evento. Considerando as pesquisas, ou o consumidor mudou ou mudou a Seleção.
De todo jeito, só tenho uma coisa a dizer: "Vai, Braza!"

Como disse, falta confirmação da Fenabrave, mas mesmo que seja a número um em Varejo, esses dados não consideram as vendas diretas feitas nas lojas. Ou seja, ela chegou ao primeiro lugar de uma parte da história. Falta muito ainda.
Nisso, me lembrei do comercial que nós, na Fiat, fizemos para comemorar o primeiro ano na posição mais alta do pódio. Era janeiro de 2002 e a liderança total, em veículos e comerciais leves, passou a ser da italiana, derrubando um reinado de 42 anos da Volkswagen. A discussão, naquele ano, foi acalorada, pois a alemã divulgou seu número como maior, somando as vendas da Audi. As duas ficaram debatendo qual era o critério para se declarar vencedora até o final do ano, quando a diferença a favor dos italianos aumentou tanto que ficou impossível negar quem estava na frente.
O posto de mais vendido mudou pra Chevrolet, voltou pra Fiat e agora é ameaçado tanto pela VW quanto pela BYD, nas vendas varejo. A alemã vem ciscando essa posição desde março do ano passado, atualmente está à frente da italiana, no acumulado, e nem por isso sai por aí gritando aos quatro cantos sua superioridade.
Toda essa movimentação me lembra um certo empresário que sempre conseguia provar que sua empresa era líder, mesmo não sendo. Era um tal de ser "a primeira em vendas de carros com motores de três válvulas e meia, entre meia noite e uma da manhã". Era até engraçado, pois gerava pauta na imprensa.
Liderança mesmo é isso. Até os marcianos reconhecem...
Mas, mesmo assim, assusta ver a BYD assumindo a liderança de vendas de automóveis em Terra Brasilis. É só no chamado varejo. Mas é uma liderança. Oficialmente, o resultado ainda não saiu. Só que a montadora chinesa já está divulgando seus números: 14.911, menos de 100 carros na frente da Volkswagen, a líder destronada.
A grande questão é que vendas diretas feitas nas lojas, aquelas em que o consumidor aceita o faturamento direto da fábrica para conseguir um preço menor, são ignoradas por ela. No fundo, está certa. Não foi a BYD quem inventou medir o mercado desse jeito. Só usa a informação pra mostrar pra todos que é uma marca querida e confiável. Se chegou ali…
A empresa passa por momentos difíceis na China. Seu lucro caiu pela metade no último trimestre e as vendas têm mantido uma tendência de queda por oito meses seguidos. Os concorrentes têm dado trabalho, principalmente no mercado de entrada. Por aqui, a Geely, uma de suas grandes arqui-inimigas, já vendeu quase quatro mil carros em abril, um terço da líder. Omoda continua crescendo, assim como Leapmotor.
Num mercado que vendeu menos em abril, é importante destacar que os chineses, todos juntos, continuaram crescendo. Mas que Caoa Chery e GWM, juntas, perderam mais do que todo o crescimento da Geely. Faltou produto? Talvez. Mas os números falam por si próprio.
Temos dois mundos se formando. Chinesas versus tradicionais. E todas as demais chinesas versus BYD. Ainda tem muita coisa pra acontecer, até ela sair do quinto lugar geral pra disputar a verdadeira liderança de mercado, sonho que espera alcançar até 2030.
Maio é outro round. O troféu de gelo já está derretendo e a liderança virou assunto do passado. VW e Fiat não vão ficar quietas. Novas montadoras estão chegando. É... o futuro não será como era antigamente...

O final de semana do feriado do Dia do Trabalhador é momento pra ir ao Rio curtir show gratuito nas praias de Copacabana. Começou já grande com Madonna, cresceu com Lady Gaga e este ano tem o desafio de manter o ritmo com Shakira.
Os investimentos e o número de patrocinadores aumentaram, mas o retorno pra cidade também. Dos 469 milhões da primeira versão, a expectativa agora é chegar em mais de 770 mi. Quase o dobro. Ainda assim, mesmo com todas as vantagens para a cidade e Estado, o Governador resolveu tirar o apoio financeiro ao Todo Mundo no Rio. A prefeitura arcou os 5 milhões de reais faltantes, pra não faltar cobertor e não deixar os pés de fora.
O segredo dos shows é serem, todos eles, espetáculos. Gandiosos e caros. O perrengue de passar seis horas em pé, sem nem conseguir ir ao banheiro, tem que ser compensado por algo que nunca mais você vai esquecer. E este é o ponto do post. Todos os três são apresentações de mulheres. Nenhum homem subiu ao palco até o momento. Tirando Bruno Mars, quem mais poderia estar na mesma "vibe" das três musas?
Pra aumentar a distância, Just Bieber subiu no palco do Festival de Coachella, mês passado e mostrou como não fazer um espetáculo ao vivo. Os fãs se decepcionaram com uma apresentação minimalista. Ele, o computador, uma cadeira e uma mesa. Inclusive, chegou a cantar em coro com ele próprio, quando reproduzia, no Youtube, vídeos de seus antigos sucessos. Qual o preço para isso? Dez milhões de dólares. Três Madonnas... quase duas Lady Gagas.
Então temos uma questão estranha aqui, que se repete em todos os aspectos da vida e a gente pouco observa. Mulheres dão mais resultado, mas ganham menos. Essa é uma generalização perigosa, pois sempre existem exceções, mas via de regra, continuamos num mundo machista.
Desde a queima dos sutiãs evoluímos. Mas ainda falta muito pra termos um mundo mais igual.
