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Leio, com desconfiança, que, no WhatsApp, ao invés de usarmos o número do celular, vamos poder passar a usar nomes.

03/07/2026
Postado por: Murilo Moreno

Tipo Instagram, ou Tiktok. Em vez de você passar seu número, vai poder falar: chama no @mamaetonaglobo. Parece legal, mas o meu Mau Humorado de Plantão fica todo impaciente dentro de mim. O que isso, no fundo, significa?

"É para garantir sua privacidade", a Meta explica, "Assim, ninguém que você não queira vai lhe ligar". Vou falar isso pros golpistas que insistem em me encontrar por todos os meios possíveis. "Usa um nome que só seus conhecidos vão saber..." Nove dígitos fazem isso muito bem. "Empresas vão ser encontradas com mais facilidade, é só digitar o nome". Depende, pois imagina procurar seu banco pelo nome e cair entre as três mil variações com ponto, underline, brasil, atendimento, suporte e até aquele "oficial" no final que já deixa você desconfiado que é golpe. Acho que alguém vai ganhar dinheiro vendendo perfil verificado...

Lógico que estou sendo chato, de propósito. Whatsapp divulgou a possibilidade de reservar o nome para quando a aplicação chegar. E todo mundo tem que correr, pois são 3 bilhões de pessoas e empresas querendo registrar ao mesmo tempo. "IloveNY" já tem dono. "Jesusemeupastor" também. "Vivo" tem disputa. O que deve acontecer é a criação de um mercado paralelo de venda de nomes.

Lembra do início dos sites, que tudo que você pensava já estava registrado? O bom é que aprendemos e ficamos inventivos em criar nomes. Com 35 caracteres pra brincar, que é o máximo que o Whats vai aceitar, dá pra ser criativo pra burro! (ainda dá pra usar essa expressão? Ou é politicamente incorreta?)

Já tentei registrar o meu. Só pra me frustrar e saber que algum outro murilomoreno já havia chegado antes de mim. Ainda bem que existe o ponto e acabei registrando murilo.moreno. Pronto! Agora não existem mais barreiras pra falar comigo. Opa! Existe sim... o serviço ainda não foi lançado.

No final, quando fui pensar em como ilustrar este post, descobri uma coisa interessante. O símbolo do Whatsapp está ultrapassado. Isso porque, no meio do balãozinho de conversa existe um desenho de um telefone fixo. Tem anos que eu não pego num aparelho naquele formato. Só faltou usar o disco central de um aparelho fixo. Se eu, que cresci usando aquele tipo de aparelho, já acho velho, imagine alguém que nasceu na época dos celulares.

Ainda bem que mudou... agora o símbolo pode virar uma arroba...

 

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Postado por: Murilo Moreno
Brasil com Rebouças, esquina movimentada em São Paulo.

De táxi, peço ao motorista que pare, pois o Bichinho de Marketing que vive dentro de mim quer tirar uma foto da fachada da agência do Bradesco. "É nova? Nunca vi que tinha um Bradesco nesta esquina".

Restaurante América, Danilo e eu jantando, falo que vou escrever sobre o banco, por causa da fachada.

- Naquela esquina? É agência nova! Passo ali todo dia e não tem Bradesco... com certeza que é nova, me afirma categoricamente, jurando de pés juntos.

Pergunto pro oráculo quando foi inaugurada. O GPT não sabe me responder. Como as IA's adoram alucinar, pesquiso em várias delas, ninguém sabe. Pra mim, sempre esteve ali. Fiz minha última pesquisa, Google Maps. Achei! Não sei a abertura, mas em fevereiro de 2024 tava lá. Com a antiga fachada, branca e vermelha.

E essa é a razão pela qual o Bichinho tanto me incomodou até que eu fizesse as fotos. A mudança foi nada mais, nda menos, do que usar tinta para eliminar o branco, que aparecia mais do que tudo, e dar vida à agência, acabando com um erro histórico cometido pela empresa de design inglesa, a Landor, em 1997.

Bradesco era o maior banco privado do país naquela época. Tinha uma fachada onde enormes letras vermelhas eram reconhecidas à distância, principalmente pelos correntistas analfabetos. Alguém teve a ideia de fazer um rebranding, que criou a árvore símbolo e trocou o fundo todo por branco. Dizem as más línguas que o fluxo nas agências caiu, porque ninguém achava mais as agências num mundo de placas e mais placas. Landor retrabalha, cria um fundo vermelho com uma onda à la Coca e salva o trabalho original.

Passam-se os anos, o banco perde a liderança, sofre, sofre, e resolve renascer nas mãos da nova diretoria. Entre as mudanças, a volta do vermelho na fachada. Não sei você, mas adorei. Se todo mundo começar a enxergar as agências, antes invisíveis, quem sabe o banco não volte a sonhar em disputar a liderança...

É impressionante a diferença que uma cor faz na vida de uma marca!

 

02/07/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Com um ano de atraso, a suíça On inaugura a sua primeira loja própria em nosso país.

Sonho de 10 em cada 10 ricos de Terra Brasilis, é a marca de tênis que mostrava que você havia feito uma viagem ao exterior. O produto sempre entrou contrabandeado nos pés de quem chegava de fora e carimbava o seu dono como alguém que sabia de tudo.

Desde 2019, já não era assim tão difícil de comprar, pois a empresa passou a distribuir nuns 200 pontos de vendas, mantendo sempre o ar de exclusividade. É bom lembrar que o tenista Roger Federer é sócio e que suas vitórias em quadra ajudaram a fazer da On uma marca desejada.

Num mundo polarizado entre Nike e adidas, ainda mais em tempos de Copa, é interessante ver os movimentos do mundo dos calçados esportivos. Em janeiro, tinha sido a vez da americana Skechers abrir sua primeira loja própria em território nacional, no meio de uma briga judicial com seu importador oficial. Quase que uma mensagem para todos de que "o problema não sou eu". Só que começou por um Outlet. Parece que quer reforçar que está em liquidação...

Talvez esse seja o ponto mais interessante nesses movimentos. Cada ação que você toma, reforça, ou não, seu posicionamento. On abrir num shopping de classe alta, o JK Iguatemi, passa a imagem oposta da Skechers estrear no Só Marcas Outlet. Tem mercado pros dois? Tem. Mas é muito interessante ver as empresas construindo suas imagens de marca tijolo por tijolo. Um On básico vale, mediamente, dois ou três Sketchers. A americana faturou duas a três vezes mais do que a suíça, em 2025. Ou seja, cada estratégia tem seus altos e baixos. Nenhuma é errada, só é uma escolha.

No fundo, são as pequenas decisões que fazem o sucesso ou o fracasso das empresas.

Adoro essas aulas de marketing ao vivo!

 

01/07/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Leio na grande imprensa que a IA do Google anunciou a eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo.

Isso, quando o time já tinha saído do sufoco e virado o resultado a seu favor. Leio e me simpatizo. Descubro que ela está convivendo tanto com humanos que está aprendendo a cometer erros.

O fato foi descoberto pelo G1. Algum desavisado na redação, no meio da partida, resolveu perguntar qual seria o próximo jogo do Brasil e ficou sabendo que o time foi eliminado pelo adversário. Pronto! Foi pras capas dos principais veículos de comunicação, que apontaram o dedo dizendo "Google erra o placar contra o Japão".

Li e vi maldade. No fundo, estamos todos torcendo contra a Inteligência Artificial, que chegou sem avisar e nos mostrou o quanto somos ignorantes. Erros como esse são um prato cheio pra provar que ela não é assim tãããããão inteligente. O fato mostra que ainda podemos ter esperanças.

A imprensa vive matando celebridades e sendo obrigada a ressuscitá-los. Pelé, Faustão, Sílvio Santos, Jô Soares e até Alfred Nobel já foram dados como falecidos, com direito a cobertura e descobertura jornalística. Em todos os casos, o desmentido sempre foi uma prova de que nós, humanos, erramos. O escritor Mark Twain, inclusive, criou a famosa frase: “os relatos da minha morte foram muito exagerados”.

Quando a gente erra, a gente erra. Quando é a IA, ela alucina. Jeito legal de minimizar o erro e que, a partir de hoje, vou adotar na minha vida. Portanto, qualquer coisa que eu faça e não seja um acerto, pode apostar, foi culpa das minhas alucinações.

No fundo, Google mostra que quanto mais desenvolvida for a IA, mais humana ela vai ser. Pois como já dizia o ditado: Errar é humano...

 

30/06/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Tô impressionado com a nova fase do Galvão Bueno.

Depois que ele se separou da Vênus Platinada, ficou moderninho. Foi pro SBT e começou a fazer comerciais pra tudo quanto é lado. Mas um desses "reclames", como diria Sílvio Santos, me chamou a atenção. Ele aparece ao lado do FariaLimer mais famoso, o Menzinho, falando das maravilhas do VW Sign&Drive.

É muito pra um comercial só. E o Bichinho de Marketing que vive dentro de mim resolveu se manifestar, me obrigando a entender o que está acontecendo. Acontece que a Volkswagen Financial Services, a VWFS, resolveu tomar pra si as dores de um tipo de venda de carros que, parece, ninguém mais está preocupado: a assinatura.

Vamos esclarecer. Essa é uma nova modalidade para se obter mobilidade. Diria que é a antiga ideia de locação, que faz o sucesso de empresas como Localiza, com uma pitada de longo prazo. Pra quem cresceu, como eu, numa época em que aluguel de carro era caríssimo, parece um mundo novo. E como tudo que é novo, alguém tem que ensinar pro consumidor as suas vantagens.

Teve um boom de empresas de carro por assinatura abrindo e fechando, no mundo todo. Por aqui, a Awto, a ZazCar e até a Porto Seguro Carro Fácil deram as caras, acumularam prejuízo e foram embora. O braço financeiro da montadora alemã, além de ficar, ainda virou professora.

Na ponta do lápis, a assinatura faz muito sentido. Somem despesas como IPVA, Seguro, manutenção, depreciação. Você pega, assina por internet, recebe e é só pagar a mensalidade, como faz com a conta do seu celular. Mas no emocional, muita coisa muda. Você deixa de ser "dono" (nunca foi, enquanto estava pagando o boleto do banco...). E não tem o bem, mesmo valendo menos, pra vender depois. É muita mudança no fundinho do coração, pra trocar de um dia pra outro.

A financeira sabe disso. E já que ninguém quer ensinar, ele resolveu tomar a dianteira. O Galvão é o lado emocional, que traz a confiança que uma pessoa como ele transmite. O Menzinho é o lado racional, que explica por A mais B porque a assinatura vale a pena.

Os concorrentes se esconderam e VWFS resolveu assumir a bandeira e educar o consumidor? Meu Bichinho me diz que a estratégia pode funcionar. Afinal, em terra de cego, quem tem um olho é rei...

 

29/06/2026
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