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A Copa do Mundo continua gerando conversa enquanto chega ao seu final.

13/07/2026
Postado por: Murilo Moreno

As empresas continuam inventando jeito de entrar no tema, mesmo não tendo sido convidadas (ou melhor, não tendo pago à FIFA).

Agora, a Norwegian conseguiu fazer um marketing de emboscada, apostando com a British Airways qual seria o final do jogo Noruega x Inglaterra. Quem perdesse seria obrigado a trocar o logotipo no Instagram por 24 horas. Placar final? Dois a um pros ingleses e a Marca da British na página da norueguesa.

Falando assim, parece que foi uma simples troca de logos. Mas não. As duas empresas fizeram direitinho. Uma funcionária da Norwegian gravou sua ida até Londres pra trocar pendrive com uma inglesa da British. Precisava? Não né... era só fazer download na internet. Mas aí morria o Storytelling. O pedacinho de plástico e chip onde se lia "logo" virou o herói de um post compartilhado pelas duas empresas, gerando 143 mil curtidas em dois dias. E a companhia aérea ganhou mais de 100 mil novos seguidores desde a derrota. Sem gastar muito em impulsionamento.

Essa pequena aposta me lembra um ponto que sempre discuto com meus clientes: Redes Sociais não podem ser chatas e desinteressantes. Só que as empresas amam seus produtos e acreditam profundamente que os clientes vão seguir suas páginas para ver mais um post sobre como sua geladeira consegue fazer gelo ou a quantas cidades seus aviões conseguem chegar. Criam panfletos online e não entendem porque suas páginas têm tão pouco seguidores. Fico me perguntando quais perfis os diretores de marketing seguem nas suas horas vagas...

Redes sociais foram invadidas por milhares de empresas que querem mostrar seus produtos e ofertas como se os #consumidores estivessem ansiosos por isso. Não estão. Eles querem se divertir. E as melhores páginas são aquelas que entendem isso.

A Norwegian entendeu. E não foi de hoje. Com ou sem Fifa, ela sabe como chamar a atenção, enquanto cria sua imagem de marca.

Nossa! Como adoro essas aulas de marketing ao vivo!

 

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Postado por: Murilo Moreno
Nunca entendi por que a mineira Localiza continuava insistindo no laranja pra suas lojas de seminovos.

Na minha cabeça, a marca sempre foi verde e a sua concorrente, a Movida Rent a Car, laranja. Talvez você até me diga que a divisão de seminovos é mais antiga, mas desde que a JSL comprou a paulista, a cor começou a se espalhar, através dela, pelos aeroportos.

O conceito é claro de entender, quando a gente está nas salas de reunião com ar condicionado. “Vamos diferenciar aluguel de vendas de usados. Uma vai ser verde, a outra laranja…” Só que o mercado é um ser vivo, com vontades próprias. Movida copiou o esquema da mineira, com o roxo nos usados, mas invadiu o mundo do concorrente. Hoje, você sai no desembarque de um aeroporto, meio tonto, procurando balcão de locadora, e o laranja já grita Movida antes mesmo de você ler a placa.

Cores representam empresas. Roxo é Nubank, vermelho é Coca Cola, azul e laranja, Itaú Unibanco. Outras empresas dividem cores. Amarelo e vermelho pode ser McDonald's, mas também Shell. E existem aquelas que a cor não é nada mais, nada menos, do que um detalhe no logotipo. Portanto, a posse só acontece com a repetição e o tempo. E um pouco de sorte...

Localiza Seminovos vem, aos poucos, mudando. Primeiro foi a publicidade, que ficou verde com destaques em laranja. Depois foram as lojas, que primeiro trocaram a cor somente na fachada. Agora assumem totalmente a nova manifestação visual, com um leve toque da cor antiga, na marca. Particularmente, acho que agora chegaram onde deveriam ter estado sempre.

Interessante perceber a líder se rendendo à desafiante e entregando, de bandeja, a cor que já foi sua. Deve doer, mas o resultado final vai valer a pena. No fundo, locação e vendas são uma coisa só. Os executivos podem achar que não, mas o consumidor consegue saber qual é qual, mesmo num mar de cores iguais.

 

12/07/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Você acreditaria na opinião de uma Inteligência Artificial para entender o significado da vida?

Eu perguntei pra cinco IA's, depois que, durante esta semana, fiz um café virtual com a Vanessa Spirandeo. A gente estava discutindo como elas mudaram o comportamento humano em tão pouco tempo e como estamos confiando a elas os nossos futuros.

- Mas e a calculadora eletrônica? Você confia nela, perguntei...
- Sim...
- Mas por quê?
- Como assim?

Expliquei pra ela minha lógica irracional. Nós confiamos na calculadora por causa da experiência. A gente tecla "2+2" e vê a resposta quatro. Tecla "5x5" e vem 25. Como as duas estão corretas, a gente passa a confiar e não questiona o resultado de "1679 x 695". Só pode ser 1.165.805.

Com a IA, o efeito é o mesmo. Quem é o presidente atual dos Isteites? Mr. Trump. Qual é a cor do abacate? Verde. E, de pergunta certa em pergunta certa, a confiança passa a aumentar. Sem perceber, passamos a confiar até as coisas mais importantes, até que elas alucinem.

A grande questão é que as IA's são uma realidade recente. O Chat GPT foi lançado no final de 2022. Não tem nem quatro anos. Em 20 anos, esqueça as alucinações. Tenha certeza de que vão ser tão certeiras quanto a sua HP12c...

No fim, concluímos que realmente acabamos nos enganando porque esperamos que as coisas sempre aconteçam do jeito que pensamos. Como cantava Renato Russo: "Mas é claro que o Sol vai voltar amanhã, mais uma vez"... quem garante?

Ah! As cinco IA's concordam: O sentido da vida é dar sentido à vida. Tantos filósofos e tanto sofrimento, pra terminar numa frase de camiseta...

 

11/07/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Dia 21, a Fiat faz 50 anos de Brasil.

 

Nesse dia, qualquer festa que a empresa fizer não vai conseguir refletir o que a vinda da montadora italiana acabou significando para o mercado mundial de automóveis. A Stellantis não existiria se não fosse esse fato. Mas pouca gente vai dar valor a isso.

Eu estava lá, pra ser testemunha da história. Nos anos de 1999 e 2000, a Fiat italiana estava em crise e a brasileira vendia quase o mesmo número de carros. Só que, enquanto na Europa a empresa perdia dinheiro, em Terra Brasilis, a marca conseguia fazer um pouco de grana, por conta do sucesso do Palio e do Uno. O suficiente pra mandar dividendos pra Itália e, com isso, mantê-la viva.

A Fiat se reergueu, ganhou de bandeja a Chrysler, durante a crise de 2009, quando virou FCA, conseguiu fazer da Jeep e da RAM duas marcas de sucesso e deu mais um passo em direção à consolidação, quando se fundiu com a PSA pra criar a Stellantis. Hoje é o quinto maior grupo mundial, entre trancos e barrancos que o mundo elétrico tem causado no universo automotivo.

Pra marcar a data, lançou um comercial onde lembra o caminho enorme de inovações que trouxe pro mercado brasileiro, pra deixar de ser uma marca pouco confiável e se tornar a líder de mercado. Dos 50 anos, em 19 ela ergueu a taça de primeiro lugar. Talvez, mais do que inovação, o segredo dela seja a rapidez em entender o que o consumidor local quer e se adaptar às mudanças.

Não escondo que sou filho da Fiat. E, como filho, sinto um baita orgulho desse aniversário.

Buon Compleanno, Fiat!

10/07/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Outro dia, fiquei incomodado com um comentário num dos meus posts em que eu falava do lado natureza do ser humano.

A pessoa escreveu algo sobre "não fazermos parte do mundo animal". Seríamos algo superior. Pensei nas várias aulas em que os professores tentaram me convencer que somos parecidos com todos os mamíferos. Só pude chegar à conclusão de que deve ser somente uma coincidência. A ciência deve estar toda errada.

Isso me veio à mente quando vi, aqui no Palace Hotel Poços de Caldas, um garçom recolhendo dezenas e dezenas de xícaras e pires sujos, no final do café da manhã. Nada a ver com sermos mamíferos, mas o cuidado com que ele busca o equilíbrio para ter menos trabalho de ir e vir me chamou a atenção para como nosso ego nos engana. Basta um passo em falso e todo o equilíbrio vai por chão.

A gente "se acha". Passamos a vida inteira à busca de duas ilusões: Equilíbrio e controle. Nenhum deles nos pertence. O que não significa que vivamos em desequilíbrio e descontrole e sim que estamos sempre andando numa corda bamba e qualquer coisa pode nos fazer cair.

A vida é assim. As empresas são assim. Só que nosso ego nos faz pensar o contrário e, por isso, sofremos quando algo que nos tira do equilíbrio acontece. O que a gente chama de problema é na verdade um desses momentos. O concorrente baixou o preço? Lançou produto novo? Desequilíbrio. Funcionário pediu demissão? Desequilíbrio. Tudo o que fazemos é reagir para voltar ao estado anterior, para termos novamente o controle em nossas mãos.

O engraçado é que uma das primeiras coisas que nossos pais nos ensinam é buscar o desequilíbrio. Você só consegue andar se joga seu corpo pra frente e move seu pé pra buscar um novo equilíbrio. Criança só aprende caindo. Aí a experiência começa a nos fazer acreditar que a gente está no controle. É só colocar um pouco de água no caminho e o tombo mostra quem manda.

O garçom? Conseguiu chegar na cozinha sem nenhum desastre. Sinal de que alguém aprendeu a controlar o descontrole...

 

09/07/2026
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