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A volta da Kibon raiz

07/10/2026
Postado por: Murilo Moreno

Estou feliz, Kibon voltou! Não é que ela tenha saído do país ou fechado, mas a minha Kibon não é essa do coração vermelho espiralado. A minha é a Kibon raiz, com o K azul dentro do círculo amarelo. Essa sim é a Kibon que eu gosto!

Parece exagero, mas foi assim que me senti quando li a matéria falando do retorno da antiga #marca da fabricante de sorvetes. Achei que era fake news e fui conferir no Instagram da empresa. Tava lá... 27 anos depois...

Estranho é o motivo pelo qual ela voltou: Pra comemorar os 85 anos da empresa. Não são nem 75, nem 100. Kibon inaugura uma nova data importante pra ser ressaltada. E além das redes sociais, vai estar estampada no Chicabon e no Eski-bon, seus dois produtos mais antigos.

A marca está em crise. Tal qual uma pessoa que se separe, está testando coisas novas e revendo velhos amigos. E o que foi a separação da Unilever? Não foi o mesmo que um divórcio? A nova empresa, The Magnum Ice Cream Company, ganhou agilidade e foco. Isso fez um bem danado. Kibon estava se acabando aos poucos, agora está linda e charmosa. A antiga parceira deve estar olhando com inveja, pensando se fez bem em sair de casa.

O logo antigo é como aquele namoradinho de adolescência que aparece de novo na nossa vida. E casa bem com a onda de nostalgia que a gente percebe em Terra Brasilis. Não voltou Kolynos? Lollo? ODD? Neste caso, me parece uma volta à origem, para ressignificar a marca. A eterna líder, hoje, detém 20% do mercado. Ou 25%. Depende de quem está medindo. Mas é a dona do mercado. Só que já foi a quase única detentora da atenção dos lábios brasileiros, com mais de 60% das vendas do setor. Os esforços atuais, com novos produtos e promoções, mostram que o apetite voltou.

Marcas, no fundo, são como seres humanos. Nascem, crescem e morrem. Algumas ficam sentadas na poltrona esperando o fim chegar. Outras, se levantam e vão fazer uma academia e até uma cirurgia plástica. Kibon já se matriculou na Bodytech. Agora é curtir o que vem pela frente.

 

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Postado por: Murilo Moreno
A guerra das maioneses: Heinz x Hellmann's

Uma das características de qualquer marca líder de mercado é agir rapidamente quando existe qualquer ameaça à sua liderança. Quanto mais forte se posiciona, mais difícil fica a vida de quem resolveu cutucar onça com vara curta. #Hellmanns é a dona do segmento de maioneses, em Terra Brasilis. 63% das vendas. E presente em 75% dos lares. Agora, #Heinz bota as manguinhas de fora e resolve que, até 2030, vai ser a nova preferida dos brasileiros. Vem aí a Guerra das Maioneses e a gente vai ver a luta de camarote.

A empresa Heinz tem quatro marcas do produto no Brasil. Repete a fórmula da ex-coirmã @Ambev, que também tem uma cerveja para cada gosto. Como tudo na vida, isso tem vantagens e desvantagens. É bom porque você pode atacar o concorrente em diversos pontos. É ruim porque sua verba publicitária fica pulverizada.

Mesmo tendo quatro, Heinz é o foco de trabalho e já tem 50% do mercado de bisnagas, aquele tipo de embalagem que você aperta pra temperar o hambúrguer. Agora está fazendo um esforço nos potes, responsáveis por 80% das vendas. Até porque o grosso do uso do produto no país é pra juntar batata e tomate nas maioneses caseiras. A Heinz não precisa convencer o brasileiro a gostar de maionese. Isso a Hellmann’s já fez. Ela precisa convencer o consumidor a trocar o pote que ele pega no automático.

Então, está atacando no ponto mais sensível da cadeia de vendas, nos supermercados. As gôndolas mudaram de cara, com a desafiante abrindo espaço. E produto exposto é produto vendido. Se a novidade não sumiu dos PDV’s é porque o #Consumidor está adotando a opção. Sinal amarelo pra @Unilever.

Hellmann’s não quer deixar barato. Lançou sua linha de molhos, invadindo o universo da concorrente. Tem até ketchup! O mais interessante é a promoção “a la Sears” (você nem sabe que empresa é essa, não é?): Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta. Até a frase é a mesma. No site, a promoção, com prazo já vencido, deixa claro que os produtos são irresistíveis. Na nova campanha de televisão e YouTube, a empresa reforça que foi a primeira (e a preferida) maionese do país. Nas ações, como o Rock in Rio, patrocínio da NBA ou do CazeTV na Copa, ela se aproxima dos jovens. Comercial é tradição, ações é inovação.

Duas grandes empresas, duas estratégias diferentes, um só objetivo: liderança de maionese em 2030. Adoro essas aulas de marketing ao vivo!

06/10/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Kona, a compra racional e a prancha que coube

60% das pessoas, ou mais, compram um novo carro sem nem dar uma volta no quarteirão. Essa é a compra racional mais irracional que conheço. Você senta no bólido, olha pra ele parado na loja e decide gastar cem, duzentos mil reais sem nem manobrá-lo na garagem da concessionária. Quando falo disso em minhas palestras, só vejo as cabeças balançando e as pessoas sorrindo.

Nos 15 dias que rodei com o Hyundai Kona, programei uma viagem pra praia. Ubatuba me daria mais de três horas de convivência, só que não me lembrei que a gente iria levar toda a tralha que a Bella separou. Quatro banquinhos altos, aqueles de bar, quadros, malas e, pra completar, uma prancha de surfe. Bella falou: não vai caber, vamos com o Creta.

Resolvi pagar pra ver, baixei dois terços do banco traseiro, pois precisava de um terceiro assento pra nossa filha, e comecei a colocar os trens lá dentro (você nem reparou que sou mineiro, né?). E não é que coube tudo, até a prancha? Quando fechei a tampa do porta-malas, me senti o rei da logística.

Na estrada, a agradável sensação de um piloto automático que realmente dirige pra gente. Sempre faço o mesmo teste. Aperto aquele botão que diz que o carro vai ficar no centro da faixa e seguro levemente o volante, só pra vê-lo fazendo a curva sozinho, nas estradas. Existe carro de montadora que fica o tempo todo ajustando a rota, parece pingue-pongue. O do Kona é firme e você sente segurança. Como disse outro dia, esse é o carro mais gentil que já pilotei.

Volto pra casa feliz com a experiência. Pra quem não gosta de dirigir, o Kona deixa a vida mais leve. Considerando a chinesada que invadiu Terra Brasilis, esse carro tem tudo pra enfrentar os novos adversários. A seu favor, a #marca Hyundai, que é mais confiável do que as dezenas das desconhecidas que estão aparecendo.

Coração de mãe e gentileza. Só falta agora o preço pra gente ver mais Konas nas esquinas brasileiras...

PS - Os objetos são reais, o carro estacionado também. Fotografei separado e juntei na imagem no GPT. Realmente, o porta-malas é grande como coração de mãe...

 

05/10/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Airbnb quer ser tudo, mas cobra caro por isso

De repente, Airbnb resolve ampliar sua área de atuação. Alguém acordou lá dentro e pensou: se a pessoa já vai viajar pra ficar numa casa que alugou com a gente, por que não oferecemos também carro? Pronto! Deixou de ser um simples aplicativo de casas e apartamentos compartilhados e se transformou numa solução quase completa de viagens.

Por que quase completa? Não temos hotéis como opção, apesar da plataforma já oferecer hotéis boutique em cidades como Nova York e Londres. Mas, principalmente, você ainda não compra passagens aéreas pra ir pro seu destino. No fundo, Airbnb está se bookinizando, já que Booking.com tem tudo o que ela tem, inclusive apartamentos e casas compartilhadas. Pra não falar que concorrente pouco é bobagem, pra Decolar ficar par a par com as duas, só falta o aluguel compartilhado.

A ideia é se tornar o endereço único do viajante, quando ele começa a pesquisar seu próximo destino. Isso deve evitar que o #consumidor olhe para os lados. Aumenta ticket médio, aumenta fidelidade, aumenta conveniência. Mas isso tudo tem limite.

O Bichinho de Marketing que vive dentro de mim me sugeriu ver se o preço compensa ser fiel a um lugar só. E lá fui eu simular um aluguel de um carro nas três plataformas. O objetivo era alugar o modelo mais barato pro feriado do Dia das Crianças. Pra não falar que locadoras diferentes oferecem preços diferentes, escolhi um #Renault Kwid na Unidas em todas elas.

Deu Decolar na cabeça. R$ 480 por três dias de aluguel, contra R$ 694 do Airbnb. Entre as duas, mas mais próximo do vencedor, Booking cobrou R$ 525. Airbnb foi 45% mais caro do que a mais barata. Não abrir um outro aplicativo vale a diferença? Acho que não...

Talvez seja essa a questão que a internet, os aplicativos e a IA tenham trazido pra vida atual. Todo mundo pode ser concorrente de todos. Mas, no final, cobrar mais para ter tudo num lugar só não faz as pessoas mudarem seus hábitos.

Como diz o ditado, dinheiro não leva desaforo pra casa...

 

04/10/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Warren Buffett tem 96 anos.

Finalmente se aposentou por completo. Tinha já deixado a presidência da Berkshire Hathaway em janeiro deste ano e, agora, sai da cadeira de chairman do Conselho da empresa. Tim Cook tem 65 anos e acabou de passar o bastão da Apple pro novo CEO, John Ternus. De igual, os dois foram fundamentais na construção do sucesso de suas empresas.

Não quero falar deles, mas da finitude. Acordei melancólico. No fim de semana, vi o empresário Christian Barbosa, autor do livro Tríade do Tempo, dar uma declaração no HJ Conference e dizer o óbvio que a gente sempre nega: vivemos como se fôssemos eternos. E, com isso, não nos preparamos para o momento em que não estaremos por aqui. Pior, adiamos as reconciliações, os encontros com quem gostamos, os momentos. Porque amanhã teremos tempo... Não teremos...

Tempo é uma coisa interessante. O tempo que eu tenho é o mesmo que você tem. Mas as decisões que cada um toma fazem com que os resultados sejam completamente diversos. Elon Musk se tornou o primeiro trilhardário do mundo em quase metade do tempo de vida do Buffett. É mais feliz do que o recém aposentado? É mais feliz do que você? A gente não sabe. Ninguém sabe onde o sapato aperta, no pé dos outros.

No fim, temos sempre a companhia da dúvida: será que usamos o nosso tempo da melhor forma possível? Será que? O grande problema é que só vivemos uma vez. E cada decisão que tomamos na vida cancela milhares de outras possibilidades que teríamos.

Buffett dedicou sua vida a comprar e vender ações. Tim Cook, a transformar a indústria da tecnologia. Podiam ter sido médicos, pintores ou qualquer outra coisa. Decidiram o que decidiram e viveram para isso.

E você? Que vida você quer viver? Como ocupa seu tempo?

 

29/09/2026
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